Até mais minha Coreia

Até mais Coreia!

Eu fui para a Coreia do Sul pela primeira a vez a trabalho, em Março de 2011, e depois fui novamente no mesmo ano. Depois de muitas indas e vindas em Maio de 2012 empacotei minha vida em duas malas de 32Kg e fui morar em Busan, cidade portuária, no sul da Coreia do Sul.

Em Dezembro de 2013 finalizei meu contrato com a empresa para qual trabalhava e fui viajar pela Ásia. Foram 6 meses viajando e planejando os novos passos da minha vida. Quando saí em Dezembro deixei minhas malas com uma amiga, porque eu voltaria em Janeiro, mas terminei adiando meu retorno. Eu não pensava mais que fosse voltar a esse país, já estava pedindo a meus amigos para me ajudar colocando minhas roupas em caixas e mandando via correios para o Brasil, mas de repente me vi comprando passagens pra voltar pra Coreia para ficar 1 semana, pegar minhas coisas, e rever quem ainda está por lá.

Nesse momento estou escrevendo do avião, no vôo de Busan para Kuala Lumpur. Que semana louca!

Meu primeiro choque foi perceber quão superficiais podem ser os relacionamentos com as pessoas quando se vive como expatriado. Muitas das pessoas que eram meus amigos pareceram estranhos, acredito que estão acostumados a ter constantemente amigos chegando e partindo, fazendo sempre novas amizades, não sei. Que situação!

Minha maior alegria foi perceber quão profundos podem ser os laços com aqueles que escolhemos para ser nossos amigos, e estar do nosso lado como se fôssemos familiares. Que gostoso foi rever alguns deles (poucos e bons) e que bom que foram os abraços (já tô toda chorosa aqui escrevendo isso).

Aproveitei a semana pra matar a saudade de alguns dos meus cantinhos preferidos na cidade, comer bastante comida coreana (meu Deus, eu AMO muito), mas ontem a ficha caiu “nunca mais vou voltar aqui”. Quando saí de lá em Dezembro eu estava bem, pois ia voltar 1 mês depois, não tive despedida nem nada, mas dessa vez foi diferente.

“Última vez reclamando do cheiro de alho no metrô”.

“Última noite apreciando a ponte de Gwangalli toda iluminada”.

É claro que em uma semana não deu tempo de rever ou fazer tudo o que eu queria, então eu chorei. Hoje pela manhã, cansada depois de uma noite de festa com amigos, com as malas pra finalizar e o ponteiro do relógio correndo todo ligeiro, eu parei. Estava na casa de um amigo irlandês que está no Brasil para a Copa do Mundo, e que fica de frente pra praia. Oras, coloquei o biquini e fui dar um mergulho rapidinho naquela água congelante da “minha” praia. Enquanto estava lá tantas memórias vieram a minha mente (Agora já tô chorando mesmo no avião). Aquela sempre foi a praia onde me encontrava com meus amigos, sempre! Tantas lembranças, bons momentos, inesquecíveis momentos, e até alguns não tão bons assim. Chorei, chorei muito, sem medo de ser notada. Que estranho que é morar em um local por quase 3 anos e de repente se ver em seu último dia lá.

Quando saí do Brasil não tive esse problema, pois sei que sempre vou voltar pra lá, mas a Coreia….. A maioria dos meus bons amigos já não mora mais lá, as chances de eu ir visitar de novo são bem remotas. Então bateu o sentimento.

Não vou mais ver as senhorinhas (ajummas) com suas grandes viseiras e roupas de exercício.

Não vou mais reparar todas as meninas super cheias de maquiagem no metrô.

Não vou mais praticar essa lingua difícil todos os dias.

Não vou mais pra “minha” praia, ver a “minha” ponte toda bonita e iluminada a noite.

Não vou mais pra casa do Fernando ou do Ross encontrar com todo mundo antes de sair no sábado.

Não vou mais pro Halloween em Kyungsung.

Não vou mais fazer compras em Nampo Dong, ou pros sofisticados cinemas do Shinsegae.

Não vou mais morrer de frio e vestir trocentas roupas pra aguentar o inverno coreano.

Não vou mais dirigir minha scooter todos os dias pro trabalho, que tempo feliz que foi esse!

Não vou mais ser a única estrangeira em todo lugar que eu vou, e atrair olhares curiosos de pessoas de todas as idades.

Não vou mais fazer compras usando mímicas.

Não vou mais fazer reverência quando cumprimentar as pessoas, ou utilizar as duas mãos ao entregar e receber cartão de visitas.

Não vou mais beber Soju (acho que esse é um ponto positivo!).

Não vou mais ficar encantada com aquela cidade cosmopolita, cheia de luzes em Neon, trem bala, prédios super modernos e sofisticados.

Não vou mais ser abordada por crianças nas ruas que só querem dizer “Hello” pra um estrangeiro, e sair correndo envergonhadas, ou por adolescentes que querem postar no facebook fotos com estrangeiros.

Não vou mais reparar quão preparados os coreanos são. Se tem uma máquina fotográfica ela é sempre a melhor, com todos os acessórios possíveis. Se vão jogar boliche, todos têm suas mochilas com suas próprias bolas, sapatos próprios, acessórios e mais acessórios.

Não vou mais achar graça quando ouvir que a praia tem data pra abrir e fechar, que você não pode ir pro mar depois das 7 da noite, e que só pode nadar em um local específico.

Não vou mais encontrar conhecidos em todos os lugares aonde estou. Busan tem isso. Os estrangeiros sempre se encontram sem combinar, em todo lugar que vão.

Não vai mais ter a “casa da Mari”.

 

A Mari já não está mais lá. E isso é chato.

 

A Coreia foi a melhor coisa que aconteceu pra mim na vida até agora. Ter tido a oportunidade de sair do Brasil foi muito engrandecedor (Obrigada Wolney – meu chefe em 2011 que me mandou pra lá). Conheci uma cultura totalmente diferente, pessoas de todas as partes do mundo, com quem pude trocar muitos conhecimentos. Aprendi muito, a respeito de tudo. Sozinha num país estranho. Criar novos hábitos, novos laços, novo tudo. Mas agora estou deixando isso pra trás. A Coreia vai sempre ter um lugar especial no meu coração, onde parte das minhas melhores lembranças estão.

Quando eu vi o fim de perto – doente e sozinha na Ásia

Que difícil que é ficar doente é não ter quem cuide de você. Doente mesmo, com febre alta e sendo levada às pressas para internação no hospital sem saber o que se tem.

Eu tinha começado a trabalhar em Cingapura há um mês apenas, tinha alugado um quarto na casa de um casal há 3 semanas. Certo final de semana comecei a me sentir mal e não sabia bem o que era. Passei o dia muito mal no trabalho, com frio, cansada e mole, pensei: essa gripe me pegou de jeito.

 

Quando cheguei em casa fui direto me deitar e me cobrir com o edredom, isso nos 30 graus de Cingapura. Sozinha e assustada. Eu me tremia como nunca havia pensado ser possível. Lembro que gravei uns áudios e mandei pra minha amiga médica lá no Brasil pedindo ajuda e também para a dona da casa onde eu morava, Glória. Pelo meu tom de voz elas iriam saber que algo grave estava acontecendo. Não sei quanto tempo se passou depois disso, só sei que tinha apagado e acordei com Glória entrando no meu quarto e perguntando: “Qual o problema?” eu respondi “não sei”.

 

A essa altura eu nem lembrava mais o que estava acontecendo comigo, ela percebeu que eu tinha febre e me jogou debaixo do chuveiro. Depois disso ela aferiu minha temperatura: 44 graus de febre! 44! Imediatamente ela disse que eu precisava ir ao hospital.

 

Nesse tempo esperamos o carro chegar e caí na real e percebi o que estava acontecendo comigo: meu corpo estava inchando. Meus joelhos já não podiam mais ser vistos, minha coxa estava inchada e crescendo ao redor deles. Eu percebia meu coração batendo muito forte e “quente”, então tive certeza que estava infartando. Mais uma vez senti o peso de estar só. Queria minha família. Eu estava morrendo e não ia dar tempo de chegar ao hospital.

 

No caminho para o hospital pude sentir o ar ficando bem rarefeito, meu peito doía, eu já não conseguia sentir todas as partes do meu corpo. Tive certeza que meu fim estava bem próximo. No hospital cheguei e fui levada direto para os leitos da emergência.

 

Lá dentro eu estava bem zonza, sem muitos sentidos. Tentei explicar o que estava sentindo mas minha cabeça insistia em falar português. Me deram algumas injeções que não vou saber dizer para que eram, mas a pior parte estava por vir: uma das enfermeiras escreveu no meu punho, a data com um hidrocor. Escreveu bem ao lado da minha tatuagem que diz “Viva”. Pensei: que ironia, a data da morte ao lado do meu “Viva”. 

 

 

Entendi que ia morrer pois meu corpo continuou inchando, dessa vez foram meus braços e dedos. A respiração melhorou. Pedi papel e caneta. Não conseguia segurar bem a caneta mas escrevi zilhões de orientações para Glória, de como destravar meu celular, e para quais contatos ela deveria mandar mensagens. Escrevi o que fazer com meu dinheiro no banco e também para onde enviar minhas roupas. Não conseguia lembrar meu endereço no Brasil, o endereço que tive desde pequena, eu sei que eu sabia mas não conseguia lembrar. Sabia que estava piorando e minha hora estava chegando. Por último, escrevi uma carta de despedida para meus pais, o que guardo até hoje.

 

Depois apenas parei e comecei a analisar minha vida. Engraçado que dizem que as pessoas fazem essa retrospectiva no momento da morte não é? Já não tinha medo das dores ou da falência do corpo, eu estava apenas esperando. Eu não estava feliz, sozinha no meio da Ásia, morrendo num hospital onde ninguém nem falava minha língua. Lembrei de quando era criança, lembrei dos verões na praia e como era bom aquele tempo. Me orgulhei das minhas viagens e minhas experiências pelo mundo mas também me senti mal por não ter estado mais tempo com minha família, com os que realmente importam. “Poxa vida, estou aqui morrendo, sozinha, sem ninguém ao meu lado”.

 

Eu estava muito fraca pra falar em inglês, mas tentei perguntar ao médico e enfermeiras quanto tempo levaria, mas não consegui. Aquela noite foi péssima, eu ainda estava lá, e dessa vez tinha sido enviada para uma UTI lotada de pessoas com todos os tipos de doenças. Naquela sala não consegui descansar, ainda me tremia muito, apesar dos 5 cobertores que colocaram sobre mim e de todos os medicamentos que já tinham me dado, minha febre estava altíssima.

 

Fui mandada para uma salinha reservada. Acho que já era de manhã, me deram comida e percebi que ia continuar viva por mais um tempo aparentemente. De repente uma das enfermeiras me chega com um telefone sem fio e disse que minha mãe estava na linha. Oras?? Como assim minha mãe no telefone do hospital, estou delirando?? Nossa! Ouvir a voz dela, do resto da família e sentir o amor, a preocupação não teve preço. A distância nos afasta é faz com que não sintamos isso por tanto tempo que até nos acostumamos às vezes. Me senti forte de novo é não queria morrer, aquela ligação me fortaleceu para lutar de novo.

 

Minha família soube da minha condição porque quando estava em casa me tremendo mandei audio pra minha amiga e médica. Ela entrou em contato com minha irmã e assim todos souberam que eu não estava bem. Como já era muito tarde, Glória tinha ido dormir e não tinha mandado mensagens para minha família ainda. Então meu irmão resolveu ligar para todos os hospitais de Cingapura até que me encontraram! Família é tudo, e vale ouro!

 

Depois disso não lembro bem, mas sei que acordei em um quarto e algumas pessoas me perguntaram: “você sabe onde está?”, e eu não sabia, não conseguia lembrar. A essa altura a equipe médica ainda não sabia o que eu tinha, estavam fazendo exames. Fiz exames de tudo, inclusive tomografia. Eu ainda me tremia muito e precisava de diversos cobertores. Uma hora os enfermeiros tiveram que me “apagar” porque eu estava muito agitada com o tremelique. Só sei que acordei com minhas pernas  e braços amarrados, completamente imobilizada, e sozinha.

 

 

Entre um exame e outro certa vez me levaram pela passarela que conecta os dois prédios do hospital, pela primeira vez em muitos dias eu vi a luz do sol, o céu e as árvores. Então eu chorei. Nossa, pensei que fosse morrer, me preparei pra isso e achei que nunca mais veria a natureza. Aquele momento foi mágico.

 

 

Depois descobriram o que eu tinha: Infecção nos rins causada por uma infecção urinária não tratada. Eu lembro que tive infecção urinária 15 dias antes de ir para o hospital, mas como passou rápido relevei e estava “boa”. Mas a bactéria subiu até meus rins, que estavam cheios de pus e causando todos aqueles sintomas. Depois liberada do hospital continuei tomando diariamente 1 hora de antibiótico na veia por 1 mês. Eu tinha uma válvula conectada a meu braço e uma linha por dentro que ia até o coração, então o antibiótico quando ministrado ia até lá também. (me desculpem, sou leiga, não sei descrever especificamente).

 

 

 

(Fotos da válvula que tinha no meu braço, da bomba que injetava o antibiótico todos os dias (bola), e da linha azul que estava dentro de mim conectada à essa válvula.)

 

O que tive foi bem grave, poderia sim ter morrido se não tivesse chegado há tempo no hospital. Eu poderia ter evitado tudo isso se tivesse mais disciplina. Com esse texto quis mostrar como é ruim em situações como essas você estar sozinho, mas também quero fazer um alerta para todas as mulheres: ao menor sinal de alteração da função renal, vá ao médico. não adianta só beber mais água, você tem que ir ao médico e tomar antibiótico para eliminar a bactéria. Outros cuidados que você pode ter no dia a dia para evitar infecção urinária estão listados aqui nesse link!

Que essa experiência e esse relato sirvam para alertar às mulheres dos perigos que “uma simples infecção urinária” pode trazer.

 

 

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Morando na Austrália como estudante

A opção mais fácil para a maioria dos Brasileiros quando querem vir pra Austrália é tirar um Visto de Estudante. Existem vários tipos de cursos que a pessoa pode estudar aqui, mas, o maior problema com a maioria dos vistos de estudante é sem dúvida a limitação para trabalho: apenas 40h por quinzena. Essa condição nos deixa em uma situação mais complicada aqui na terra dos cangurus, e vou explicar nesse post os principais aspectos relacionados a viver na Austrália como estudante.

 

 

Acomodação: os valores de imóveis em Sydney são absurdamente altos. É lógico que os estudantes não vão adquirir imóveis mas, isso faz com que o valor do aluguel também seja bastante caro. Para alugar um apartamento tipo studio nas proximidades do centro de Sydney ou perto das praias, a pessoa tem que desembolsar cerca de AUD 600 ou até mais semanalmente. Aqui é muito comum a cultura de dividir apartamento com outras pessoas, e para alugar um quarto só para você em uma apartamento dividido fica em torno de AUD 400 por semana nessas localidades. Como o orçamento de estudante é geralmente apertado, aqui divide-se quarto. Sim, em cada quarto ficam alojados 2, 3 ou até 4 estudantes e cada um paga um valor semanal que pode variar em média entre AUD 190 e AUD 250 dependendo da localização e condições do apartamento/ casa onde moram. Essa opção faz com que os estudantes façam amizade rapidamente com os “flatmates” (colegas de apartamento) o que se torna bem conveniente. O valores são mais baixos se você não está em Sydney por exemplo. Adelaide no Sul da Austrália oferece acomodação com preço bem melhor, assim como Brisbane e Gold Coast.

 

Emprego: Com as limitações de trabalho impostas nas condições do visto, as oportunidades de trabalho serão reduzidas. Não é tão fácil encontrar emprego de meio período em escritórios para trabalhar em empregos executivos, então a maior parte dos estudantes termina trabalhando com empregos que aceitam funcionários em meio periodo: restaurantes, lojas, empresas de limpeza, obras, casa de família, e outros. É claro que cada um tem uma sorte diferente e as opções são ilimitadas.

 

Transporte Público: Sydney e outras cidades da Austrália são bem servidas por ônibus e trens de boa qualidade. Existem diversos aplicativos para celular que mostram os horários exatos de todas as linhas. Em Sydney o valor de transporte público não é muito barato e vai terminar usando uma considerável parte do orçamento do estudante. Estudantes Internacionais não conseguem desconto vantajoso nas passagens, infelizmente. As tarifas de trem e ônibus variam de acordo com o horário utilizado é também com a distância percorrida.

 

Shopping – Na Austrália tem opções para todos os gostos e todos os bolsos. É claro que no caso do estudante estamos focando em budget, então aqui vai a dica: na Austrália existem várias lojas de roupas e objetos usados, ou semi novos. As pessoas doam quando não usam mais, e essas lojas vendem é todo seu lucro é revertido para caridade (encontrar pessoas desaparecidas por exemplo). As maiores são a Salvos é a Vinnies, que estão em todos os bairros é sempre tem ótimas opções. Assim fica mais fácil para o estudante ir às compras sem gastar tanto.

 

Lazer – a Austrália é sem dúvida um país lindo, e grande parte das atividades de lazer pode ser feita de graça! Visitar uma praia ou fazer uma trilha nas montanhas não custa nada além do transporte é oferece horas de diversão. Também existem diversos festivais e eventos oferecidos gratuitamente pelo governo que sempre estão lotados é todos podem aproveitar sem gastar um centavo!

 

O estudante tem que pagar pelo curso, pagar para renovar o visto se tiver interesse, e só tem direito a trabalhar por meio período, isso faz com que precise procurar alternativas mais econômicas em vários aspectos da vida. Na Austrália apesar do alto custo de vida [é possível se virar bem nessa condição é ainda ter uma ótima qualidade de vida!

 

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Destinos secretos: a Rota dos Jardins na África do Sul

Já pensou em fazer uma viagem de carro e descobrir as belezas mais secretas da África do Sul? Continuando nossa série de dicas sobre a África, vamos viajar agora partindo de Cape Town e seguindo pela belíssima Rota dos Jardins (Garden Route). Essa Rota se extende de Cape Town até Porto Elisabete, ao longo de vários quilômetros de estrada encontramos pequenas cidades, algumas à beira mar outras mais afastadas da orla, mas todas repletas de simplicidade, beleza e atrações turísticas.

 

CAPE L’AGULHAS

É o ponto mais a sul de toda África, também é onde os oceanos Índico e Atlântico se encontram. Uma cidadezinha pequena bem aconchegante com paisagens belíssimas do encontro dos oceanos é uma para que não pode faltar no seu roteiro.

 

 

MOSSEL BAY

Esse destino é conhecido por ser ponto de partida para mergulhadores que desejem ver tubarões brancos. Diversos barcos partem diariamente de Mossel bay para as áreas onde vivem as focas (presas comuns de tubarões). Os mergulhadores entram em jaulas é assim podem ver os tubarões branco se aproximando do barco, com certeza uma aventura.

 

 

KNYSNA

Cidade pequena com apenas 76.500 habitantes, é um destino muito procurado pelo turista Africano e também estrangeiros, sua população chega a triplicar nos períodos de alta estação.

A cidade oferece grande beleza natural como a lagoa que contorna a cidade e a floresta que possui mais de 3100 km de área onde se pode desfrutar de excelentes passeios.

 

 

Knysna Elephant Park – Parque de animais onde o visitante pode alimentar elefantes interagindo diretamente com os gigantes.

Valor $ 290 rands

 

Há também o famoso festival da OSTRA, que atrai normalmente muitos turistas acontece anualmente do dia 7 ao dia 16 de junho .

 

 

OUDTSHOORN

Diferente de Knysna, não está no litoral é fica a 55 km distante da orla, em uma região onde o grande destaque são as fazendas de avestruz, e o visitante pode se divertir alimentando até mesmo montando os animais .

 

Além das fazendas de avestruz no mesmo percurso encontramos Cango Wildlife Ranch, uma espécie de zoológico repleto de animais com várias formas de interação .

 

Cango Caves

Cavernas Cango: sua formação teve início há mais de 2 milhões de anos. Nos primórdios essas cavernas eram habitadas, por volta de 80 mil anos atrás, mas só foi redescoberta 1780, por alemães desbravadores. Essa é a gruta mais visitada da África. É um enorme complexo de cavernas é o passeio é bem bonito, vale a pena desbravar.

Valor do bilhete $100,00 rands uma hora

 

Vale muito a pena sair de carro de Cape Town e desbravar a Rota dos Jardins por alguns dias. Você vai ter as paisagens mais lindas e ter memórias para sempre dessa área tão especial.

 

Essa coluna aqui no blog é chamada “Dicas da Vilma” e vou sempre estar dando as melhores dicas de roteiros para que vocês possam ter viagens inesquecíveis.

Obrigada por curtir!
Vilma Loureiro

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email: vilma@saidobrasil.com

 

 

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A realidade sobre “sub emprego” na Austrália

Como acontece normalmente com a maioria dos brasileiros que vão para o exterior, na Austrália não seria diferente. Seja por limitações no visto, dificuldade de fluência na língua, ou não reconhecimento da profissão no país escolhido, muitos brasileiros vão ter que recorrer a sub emprego para se sustentar por um tempo enquanto estiverem no exterior.

Esclarecimento: o termo sub emprego aqui esta sendo utilizado apenas para descrever melhor a intenção do texto, e porque é a maneira como grande numero de brasileiros no exterior nomeia empregos em certas areas de atuação.

Oficialmente o termo sub emprego se aplica apenas para empregos nao legalizados.

 

Viver o sonho do exterior pode não ser tão fácil ou simples assim. Seja qual for o motivo que leva cada pessoa a sair do seu país para viver longe de sua família em um local novo e com tantos desafios, na maioria dos casos isso requer bastante dedicação.

 

É como é essa realidade na Austrália?

 

Bem, aqui na Terra do Canguru não é diferente. Muitos brasileiros chegam sem falar um nível razoável de inglês é por isso têm que apelar para o sub emprego inicialmente. Os sub empregos mais comuns que vemos por aqui para os brazucas são: ajudante de obra, babá , garçom/ garçonete, lavador de pratos, entregador de comida (pizza, deliveroo, etc), motoristas, faxineiros(as), Traffic controller,  bartender, e uma série de outros trabalhos que não exigem muito se comunicar em inglês fluente.

 

Vários outros brasileiros optam por oferecer serviços com foco na comunidade brasileira como: fabricação de marmitas, manicure, cabeleireiro, confecção de bolos, doces e salgados, e tantos outros, tão diferentes do antigo trabalho que tinham antes de migrar ou vir para intercâmbio.

 

Mas qual o problema de ter sub emprego? Aqui vai a melhor notícia! Aqui na Australia nenhum! Para começo de conversa aqui eles nem chamam de sub emprego, são empregos normais, mas vou continuar usando o termo sub emprego nesse texto apenas para ficar mais claro. O salário mínimo aqui é de AUD 17.70 por hora, o que permite às pessoas em qualquer profissão tenham uma qualidade de vida razoável. Não só apenas os estrangeiros que recorrem ao sub emprego na Austrália, os locais também o fazem. Muitos dos australianos estão felizes com a vida simples deles é não fazem questão em ter um emprego em escritório, estão felizes com os sub empregos, trabalhos em fazendas, vinícolas, ou sendo tradies: mecânico, encanador, eletricista etc. Eles simplesmente não ligam e não julgam ninguém pela sua profissão. No Brasil temos uma visão bem diferente da deles. No meu caso por exemplo, eu fui quem colocou a maior barreira em mim mesma antes de ser garçonete ou faxineira. O preconceito e o problema estavam em mim, e não no resto das pessoas.

 

O sub emprego pode ser mais braçal do que um emprego em escritório, é claro, mas não é pior por causa disso. Vai exigir mais esforço físico, mas é tão honrável quanto qualquer outro emprego. Muitos brasileiros ganham até melhor em sub empregos aqui do que ganhavam com seus empregos no Brasil, e também mais do que muitos outros trabalhos aqui na Austrália. Minha família também demorou pra entender que eu não estava mal porque estava sendo garçonete ou faxineira, eu estava bem!

A boa notícia é que não há do que envergonhar, se você tiver que ou optar por trabalhar com sub emprego pode se orgulhar que não vai ter problema nenhum. O mais importante é que o sub emprego na Austrália te dá a condição de ter uma qualidade de vida muito boa, é vale muito a pena contanto que você esteja feliz!

 

Esse texto reflete as opiniões da autora apenas, baseado em sua própria experiência.

 

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Onde ficar em Cape Town: Cape Grace Hotel

Oi Gente,

Continuando a série de dicas pela África (veja o post anterior), aqui vai uma dica muito legal: uma opinião sobre uma das melhores opções de acomodação em Cape Town.

Esse é um post não patrocinado, a opinião é sincera de quem se hospedou lá é recomenda bastante.

 

CAPE GRACE HOTEL

 

Cape Grace Hotel é bem charmoso e tem uma localização maravilhosa. Fica em Cape Town, no Waterfront.

 

 

Assim que chegamos ao hall de entrada podemos perceber o cuidado e requinte daquele lugar. Esse ambiente com certeza faz os hóspedes se sentirem especiais ao ver o local onde se hospedarão.

 

 

Todos os funcionários são educados e competentes, é já podemos notar isso desde o momento do check in na recepção.

 

 

O padrão glamuroso se extende aos corredores e quartos. As suítes são bem amplas com cenários cinematográficos, e algumas delas inclusive tem vista para a deslumbrante Table Mountain. Quem não adoraria se hospedar com essa vista estratégica e em excelente localização?

 

 

O serviço do restaurante é excelente e além de a cozinha ter uma ótima qualidade, as refeições são deliciosas é realmente vale o custo benefício. O Hotel oferece Chá da Tarde para seus hóspedes é também possui um bar para o happy hour, tão comum na África.

 

 

Existe no Cape Grace Hotel uma área chamada Spa & Fitness Studio onde as pessoas podem escolher entre malhar ou reservar seu horário para uma massagem relaxante, para renovar suas energias depois de um dia cansativo de passeios e compras e também admirar a vista deslumbrante.

 

Para mais informações como preço e disponibilidade, acesse o website do hotel clicando aqui!

 

Essa coluna aqui no blog é chamada “Dicas da Vilma” e vou sempre estar dando as melhores dicas de roteiros para que vocês possam ter viagens inesquecíveis.

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Como fui morar fora do Brasil – Parte 2

 

No texto anterior (aqui) expliquei como fui para a Coreia do Sul, nesse eu vou contar o que aconteceu quando resolvi não renovar meu contrato de trabalho com a empresa que me empregava lá em Busan e por que eu nao voltei pro Brasil, inclusive todo o drama e incertezas de uma fase nada fácil.

Em 2013 eu estava morando e trabalhando na Coreia e fui para a África visitar minha mãe. Eu já andava um pouco desanimada com meu emprego e possibilidades de carreira na Coreia, quando estava na África decidi que se nao desse certo onde eu estava, eu iria para a África do Sul, onde já tinha conhecido algumas pessoas e já teria inclusive lugar para morar caso me mudasse.

 

Na Africa, decidindo minha vida!

 

Em Dezembro terminei meu trabalho na empresa coreana e fui viajar pela Ásia por 1 mês. para descansar. Deixei minhas malas na casa de uma amiga na Coreia e lá fui eu. Esse 1 mês foi o suficiente para me fazer desistir da África do Sul. Pensei que a moeda de lá não é tão valorizada, então não seria fácil juntar dinheiro pra viajar, visitar a família, e também que é um país de terceiro mundo, que infelizmente tem problemas de segurança como um país de terceiro mundo tem, e eu poderia ter mais chances em algum outro lugar. Então esse meu 1 mês de férias chegou ao fim, estava em Phuket na Tailândia pronta pra fazer o check in e pegar meu voo de volta para a Coreia. Aquelas poucas horas mudaram minha vida e meu destino completamente. Resolvi não pegar o voo, e ficar mais um tempo pela Tailândia, tentar a sorte trabalhando como voluntária (e ganhando acomodação em troca). Dormi no chão do aeroporto mesmo, esperando pra pegar um ônibus no dia seguinte.

 

Eu simplesmente tinha entrado em pânico: se eu não vou mais pra África, o que vou fazer quando chegar de volta na Coreia? Voltar pro Brasil? Naquele momento percebi que tudo o que eu tinha vivido e aprendido nos 3 anos de Coreia tinham me mudado para sempre. Não  consegui mais me ver voltando pro Brasil, pra minha terra, pra minha família. Eu mudei e me tornei outra pessoa, eu não consigo nem explicar o quanto minhas experiências me modificaram e o quanto minha maneira de pensar, e viver também se transformaram. Aquela foi a primeira vez que estive sozinha e sem rumo. Tinha um dinheirinho na poupança e só. Nunca tinho sido viajante, sempre fui trabalhadora e me julgava um pouco velha (30 anos) pra encarar um mochilão. Mas lá fui eu, era o que tinha, eu precisava re-organizar minhas ideias e decidir o que fazer da vida, já que voltar pro Brasil naquela época era o meu pior pesadelo.

Ah, a Tailandia….

 

Depois de uns dias perambulando pela Tailândia encontrei um albergue que precisava de voluntários, fui parar em Koh Lanta, uma pequena ilha. O albergue era bem simples, estilo casa na árvore, com um estilo bem hippie, ou seja, tudo o que eu não era. Os mochileiros que se hospedavam lá eram os mais desencanados do mundo, músicos, artistas e nômades (mais uma vez, tudo o que eu não era). Mas me encantei. Me apaixonei pela vida simples. Eu estava com 30 anos e tinha passado meus últimos 10 anos trabalhando das 8 às 6 sentada em frente a um computador ganhando dinheiro pra pagar contas. Amava trabalhar com pessoas, de pés descalços, ir para a praia quando eu quisesse e ver o pôr do sol. 

 

Meus colegas de Albergue

 

Era uma vida maravilhosa, porém irreal, já que em algum momento a poupança acabaria. Estava há 6 semanas nesse albergue até que percebi que precisava sair de lá. Aquela vida simples estava me dando as melhores experiências da minha vida, porém estava me atrasando, durante todo o tempo que estive lá, nunca sequer peguei o computador para procurar emprego ou pensar pra onde ir. Lembrei de uma amiga indiana que conheci no Vietnã. Ela sempre me convidava para ir pra casa dela na Malásia, então eu resolvi ir. Seriam 2 semanas pra eu me “desintoxicar” da Tailândia e me mudar de vez pra algum lugar. Ela morava em Johor Bahru, uma cidadezinha na Malásia que é vizinha a Cingapura. Depois de visitar Cingapura algumas vezes com essa amiga, finalmente resolvi: quero morar aqui! Terminei ficando 5 semanas na casa dela, me organizando para ir para Cingapura. Um belo dia simplesmente fui!

 

O dia exato que fui pra Cingapura

 

Cheguei no meu novo país com minhas mochilas nas costas é consegui alugar um quarto num apartamento compartilhado. O aluguel era mensal, então era seguro para mim. Usei essa estratégia aqui, e foquei pesado para conseguir um emprego. Menos de 2 meses depois fui empregada por uma multinacional enorme, e consegui um visto de trabalho que me permitia ficar em Cingapura. Foi um alívio, depois de tanto tempo ter um emprego de novo, a primeira coisa que fiz foi voltar pra Coreia para buscar minhas malas que ficaram 6 meses na casa da minha amiga, e também consegui adiar o início do meu contrato em 1 semana, é fui visitar minha família no Brasil, que não via há muito tempo.

Minha experiência em Cingapura eu defino como “acordei com o pé esquerdo todos os dias”, mas isso é assunto pra outro post, em outra hora!!

 

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O que tem que estar no seu roteiro de viagem para Cape Town

Se você deseja fazer uma inesquecível e mágica viagem , o seu lugar é a ÁFRICA

Na África do Sul, Joanesburgo apesar de ser a maior cidade, não é a capital. Aliás este país tem oficialmente três capitais:

Pretoria, capital administrativa

Cape Town, capital executiva

Bloemfontein, capital judiciária

 

O país possui 11 idiomas oficiais,

Inglês, Africanees, Inglês do Norte, Inglês do Sul, Xhosa,Zulu, Soto do Norte, Doto do Sul, Tswana, Suazi, Venta, Tsonga.

Apesar dessa imensa variedade, se você for fluente em Inglês não terá dificuldade. Todos falam no mínimo três idiomas.

 

Para ir do Brasil até a África do Sul os brasileiros têm à disposição três companhias aéreas South Africa, Emirates e Latam, de modo que da para avaliar o custo benefício de cada uma. Atenção, normalmente é possível encontrar algumas promoções.
Esse é o primeiro texto da série de dicas pela África e aqui vou focar na África do Sul, mais precisamente nos atrativos da belíssima Cape Town.

 

Destino imperdível, Cape Town e segunda cidade mais populosa, está bem no extremo sul da África e é repleta de belezas naturais.

Passeios que podem ser feitos com guias turísticos, em grupos ou apenas alugando um carro.

 

A bela vista de Cape Point

 

CAPE POINT: lá você vai se encantar com a beleza e desfrutar da emoção de observar o encontro dos dois oceanos Atlântico na direita e Indico na esquerda, observar o último farol do continente e ainda conhecer o Cabo da Boa Esperança que foi nomeado pelo seu descobridor Bartolomeu Dias.

O bilhete para entrar no parque custa 120 rands (moeda local)

Table Mountain

 

TABLE MOUNTAIN: foi declarada Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco. Tem esse nome porque sua forma lembra uma mesa (table significa mesa em inglês). Subir ao topo proporciona ao visitante uma vista fantástica da cidade. Para os mais aventureiros, também existe a possibilidade de fazer uma trilha de 3 horas para chegar ao topo.

Preço do bilhete 400 rands

Montanha Lion Head

LION HEAD: outra montanha de Cape Town que nos dá a oportunidade de nos deslumbrar com o canário que se descortina ao chegarmos ao topo. O percurso até ao topo é feito por trilha.

Maravilhoso passar o tempo no Waterfront

 

WATERFRONT:  É o píer VITÓRIA & ALFREDO construído pelo filho Alfredo da rainha Vitória no ano de 1860, depois foi restaurado em 1988 é um belo local. Ele abriga bares, restaurantes, hotéis, shopping e é fácil ficar lá por várias horas explorando a área, além do lindo visual .

 

Prontas para desgustar vinhos

VINICOLAS: Não deixe de conhecer as esplêndidas vinícolas, tão famosas em Cape Town. em um tour com degustação. Cape Town sempre figura em listas de produtores dos melhores vinhos. Eles irão também explicar o passo a passo da produção, mostrando os barris e todos os detalhes. Além do vinho, as lindas paisagens das vinícolas sao um atrativo extra nesses passeios.

Robben Island

ROBBEN ISLAND MUSEUM: Lá esteve preso por 27 anos o Sr. Nelson Mandela lutou contra o Apartheid , é uma visita emocionante. O museu fica na ilha, é você pode fazer o trajeto de ferry (balsa).

Ingresso $300 rands

Linda vista de Simon’s Town

SIMON’S TOWN: Cidadezinha bem charmosa onde vale a pena uma parada para um breakfast (café da manhã) ou um café sem compromisso. Possui uma marina o que proporciona belas vistas para o passeio.

Boulders Beach

BOULDERS BEACH (a praia dos pinguins): Praia vizinha de Simon’s Town, lá se encontra uma colônia de pinguins africanos, e você pode fazer um passeio em meio a eles, apesar de o lugar ser protegido pelos órgão responsável pelo meio ambiente. Os pinguins estão no sul da África do Sul, parte que é mais próxima da Antártica.

 

Depois dessas dicas ficou fácil, aproveite o melhor que a bela Cape Town tem para oferecer!

 

Essa coluna aqui no blog é chamada “Dicas da Vilma” e vou sempre estar dando as melhores dicas de roteiros para que vocês possam ter viagens inesquecíveis.

Obrigada por curtir!
Vilma Loureiro

 

Perguntas e sugestões? Pode mandar!

Ou email: vilma@saidobrasil.com

 

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Opções de trabalho para estudantes na Austrália

Um dos vistos mais comuns que brasileiros conseguem para vir para a Austrália é o visto de Estudante. É um visto temporário que dura aproximadamente o mesmo que o tempo do curso e, na maioria dos casos, possui limitação para trabalho. Nessa condição o estudante pode trabalhar apenas 40h por quinzena enquanto estiver em aulas, o que limita muito suas possibilidades.

Sala de aula

Quando cheguei na Australia me deparei com a dificuldade que é conseguir um emprego de meio período. Quando o saldo bancário começou a diminuir tive que me virar. Vi que era difícil conseguir emprego na área que sempre trabalhei (suprimentos) pois as empresas normalmente precisam de profissionais em tempo integral, então tive que variar. Comecei procurando vaga para assistente administrativo mas novamente não tive sorte. Depois comecei a distribuir currículo em lojas para ser vendedora, e mais uma vez nada, pois era perto da época de Natal e as lojas precisavam de pessoas para trabalhar mais de 20h por semana. Estava desesperada e pensei: restaurante brasileiro, porque nao? Então entreguei meu currículo pessoalmente ao gerente (também brasileiro) no restaurante que perguntou se eu tinha experiência. eu disse: “não, mas posso aprender”. Uma semana depois comecei como runner (so levando os pratos para as mesas, sem pegar os pedidos dos clientes) e em menos de um mês fui promovida a garçonete.

Uniforme do restaurante (e a cara de cansada da jornada)

Mas o restaurante não tinha demanda suficiente para que eu trabalhasse 20h por semana, e o dinheiro não era suficiente. Tive que apelar para o único emprego que jurei de pés juntos que nunca faria: faxineira. Me cadastrei no site da Helpling, comprei todo meu material de limpeza, e lá fui eu. Limpar casas foi traumatizante e eu chorava depois de cada trabalho, sentia pena de mim mesma e me perguntava se aquilo valia a pena. Mas quando o dinheiro caia na conta eu só queria era limpar mais casas. Depois de um tempo eu preferi as faxinas ao restaurante, pois nas faxinas não tinha chefe gritando comigo e pagava melhor.

A caminho de mais uma faxina no trem!

Bem, depois de uns 4 meses no restaurante e 2 nas faxinas eu finalmente consegui um emprego de meio período em uma empresa australiana no tão badalado centro comercial de Sydney. Fui contratada para trabalhar 20h por semana durante as aulas e 40h durante minhas férias, e claro, com salário bem melhor do que o restaurante ou as faxinas pagavam. Nesse post dou dicas pra conseguir emprego no exterior.

Contei minha experiência para ilustrar como é a real situação de um estudante na Austrália. Agora deixa eu explicar como a maioria dos brasileiros faz por aqui: dependendo do seu nível de inglês você vai ter mais ou menos chances.

  • Se você não tem um inglês muito bom vai no início provavelmente conseguir emprego com faxinas, lavando pratos em restaurantes, pegando no pesado em canteiros de obra, motorista, runners, babá, trabalhos em eventos, e outros empregos que não exigem tanto falar em inglês formalmente e que aceitam profissionais em meio período.
  • Se seu inglês é um pouco melhor você vai ter mais oportunidades e conseguir trabalhos que paguem melhor: garçom/garçonete, vendedor(a), atendente, auxiliar de escritório, vários outros e até o tão sonhado emprego na mesma área de atuação que você tinha no Brasil.
  • Muita gente inventa, se reinventa e começa a oferecer serviços a outros brasileiros e também a estrangeiros, vendem produtos que trouxeram do Brasil, dão aula de inglês particular, e por aí vai. Vale a criatividade e as opções são inúmeras. Outros se identificam com a nova área de trabalho em que estão e terminam mudando o foco de suas carreiras.

Essa condicao não é facil, é necessário muita motivação e empenho. Várias vezes vemos no facebook desabafos de brasileiros cansados dessa situação, se perguntando se realmente é isso o que querem.

Nada disso que estou falando é regra, estou só generalizando para mostrar as situação da maioria. Infelizmente as condições do visto de estudante nos limita bastante, e é frustrante não poder competir de igual para igual com outros profissionais, muitas vezes temos que aceitar salários baixos e agradecer por ter um emprego. A maior parte das empresas precisa de funcionários em tempo integral e isso nos força a ir buscar outras possibilidades que se encaixem nas condições do visto.

“Sou brasileiro e não desisto nunca” é uma frase que se aplica perfeitamente a todos nós aqui na Austrália. Todos focamos no objetivo maior que é a imigração e a recompensa que poderemos ter no futuro.

 

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Dicas infalíveis para conseguir emprego no exterior (na sua área de atuação)

Aqui vou dar algumas dicas que serviram muito bem pra mim. Consegui emprego na Coreia do Sul, em Singapura e na Austrália (mesmo com visto de estudante, podendo só trabalhar meio período). Essas não são regras gerais, mas sim o que vi que funciona, funcionou comigo e com pessoas que conheço. Tá tudo explicadinho no video abaixo:

Não se preocupe, não vou sugerir que você vá nos sites de busca de vagas dos países e aplique uma por uma, pode ficar tranquilo!

1 – Visto: Primeiro de tudo você tem que ver se o país que você quer trabalhar oferece visto de trabalho pra estrangeiros na sua área de atuação. a Austrália por exemplo tem listas de ocupações e as empresas só podem dar visto a pessoas que se encaixam naquelas profissões. Pesquise bem antes de começar a busca.

 

2 – Língua: Se você estiver tentando emprego em um país onde a língua principal é o inglês, sugiro que você domine bem o idioma. O mundo de negócios tem um ritmo acelerado e ninguém vai querer ficar explicando a mesma coisa várias vezes pra o funcionário estrangeiro conseguir entender. Infelizmente é a realidade. Você precisa mergulhar no idioma. A partir de agora, comece já: quando ouvir músicas, pega a letra da música e tenta entender o que estão cantando, assiste a filmes com legendas em inglês em vez de português. Assim você vai ouvir e entender o que está sendo dito, e melhorar sua compreensão.

Se você está tentando emprego em país que não fala inglês oficialmente, a exigência da fluência na língua nativa pode ser menor, pois grandes empresas poderão se comunicar com você em inglês. Nesse caso sugiro que você procure emprego em empresas que têm negócios com o Brasil, assim sua fluência no português vai ser um atrativo para a empresa e é uma vantagem. Claro que se você dominar a língua desse país vai ajudar bastante! Eu trabalhei na Coreia sem falar 1 palavra em Coreano, falava inglês na empresa e lidava com clientes brasileiros e para eles era ótimo pois eu expandi o alcance da empresa deles.

 

3 – Currículo: Primeiro você vai ter que ter um currículo claro e organizado. Coloque as experiências relevantes a área de atuação para qual você vai procurar emprego (se você trabalhar com logística, não precisa colocar sua experiência como garçonete por exemplo, isso pode confundir a pessoa que está lendo seu currículo e fazer você perder credibilidade como um bom profissional de logística). Se precisar crie mais de um modelo de currículo, cada um específico para uma vaga diferente. Escreva em tópicos, se criar grandes parágrafos ninguém vai ter tempo de ler. Por favor revise dez vezes se necessário, mas garanta que não vai ter nenhum erro de digitação, gramática, concordância etc. Se tiver, pode queimar seu filme e fazer você perder a chance. Coloque foto. Não precisa ser foto formal de documento, mas também não vá colocar foto na balada, ou vestido de maneira não apresentável. Seja razoável.

 

4 – Contatos: Esse é o mais importante de todos. Crie seu perfil no site Linkedin (e outros do tipo). Vou usar meu caso como exemplo: queria emprego na área de compras em Singapura. Fiz uma busca e comecei a adicionar pessoas que trabalham na área de compras, principalmente gerentes e diretores. Também adicionei bastante CEOs de empresas e também pessoas que trabalham em empresas de recrutamento. Você pode ter a sorte de adicionar alguém que está a procura de uma pessoa com seu perfil. Prepare mensagens personalizadas pra cada uma dessas pessoas:

 “Oi fulana, sou Cicrana, obrigada por me adicionar…. eu sou brasileira e falo 3 idiomas… tenho bastante experiência com compras e acredito que poderia ser uma otima opcão para sua empresa chamada ABCD por causa disso e daquilo… bla bla … Se você não puder me ajudar, você poderia me indicar quem possa?….. Obrigada”.

Esse é só um exemplo. Procure também por empresas que fazem negócios com o brasil, isso vai aumentar suas chances. acredito que sites como esse são a melhor maneira de entrar em contato com quem pode te ajudar. Eu além de empregos consegui amigos com o Linkedin, pessoas que não tinham emprego para oferecer mas que cederam seu tempo pra mim e me mostraram a melhor direção.

Esses contatos poderão te fazer chegar até as pessoas certas. Podem te chamar pra entrevistas ou para um bate papo, e as oportunidades são varias. Se você der 1000 tiros a chance de 1 atingir o alvo é bem grande, e você só precisa de 1 emprego mesmo! 🙂

 

5 – Localização: Triste realidade, suas chances aumentam em 100% se você estiver no país no qual está tentando conseguir emprego. Se você tem a chance de visitar as empresas, e estar disponível para entrevistas em pessoa, claro que é mais fácil. E lógico que também há chances se você estiver no Brasil, mas precisa encontrar empresas que estão dispostas a te entrevistar por skype a distância, e nem todas estão.

 

6 – Documentos: Não perca tempo e já traduza seus diplomas (ou outros documentos relevantes), vai ajudar bastante quando conseguir o emprego e precisar aplicar visto, agilizando o processo.

 

Tá esperando o que? Capricha no currículo, faz sua pesquisa, mergulha na língua e boa sorte! Nos vemos mundo afora!

 

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