Morando na Austrália como estudante

A opção mais fácil para a maioria dos Brasileiros quando querem vir pra Austrália é tirar um Visto de Estudante. Existem vários tipos de cursos que a pessoa pode estudar aqui, mas, o maior problema com a maioria dos vistos de estudante é sem dúvida a limitação para trabalho: apenas 40h por quinzena. Essa condição nos deixa em uma situação mais complicada aqui na terra dos cangurus, e vou explicar nesse post os principais aspectos relacionados a viver na Austrália como estudante.

 

 

Acomodação: os valores de imóveis em Sydney são absurdamente altos. É lógico que os estudantes não vão adquirir imóveis mas, isso faz com que o valor do aluguel também seja bastante caro. Para alugar um apartamento tipo studio nas proximidades do centro de Sydney ou perto das praias, a pessoa tem que desembolsar cerca de AUD 600 ou até mais semanalmente. Aqui é muito comum a cultura de dividir apartamento com outras pessoas, e para alugar um quarto só para você em uma apartamento dividido fica em torno de AUD 400 por semana nessas localidades. Como o orçamento de estudante é geralmente apertado, aqui divide-se quarto. Sim, em cada quarto ficam alojados 2, 3 ou até 4 estudantes e cada um paga um valor semanal que pode variar em média entre AUD 190 e AUD 250 dependendo da localização e condições do apartamento/ casa onde moram. Essa opção faz com que os estudantes façam amizade rapidamente com os “flatmates” (colegas de apartamento) o que se torna bem conveniente. O valores são mais baixos se você não está em Sydney por exemplo. Adelaide no Sul da Austrália oferece acomodação com preço bem melhor, assim como Brisbane e Gold Coast.

 

Emprego: Com as limitações de trabalho impostas nas condições do visto, as oportunidades de trabalho serão reduzidas. Não é tão fácil encontrar emprego de meio período em escritórios para trabalhar em empregos executivos, então a maior parte dos estudantes termina trabalhando com empregos que aceitam funcionários em meio periodo: restaurantes, lojas, empresas de limpeza, obras, casa de família, e outros. É claro que cada um tem uma sorte diferente e as opções são ilimitadas.

 

Transporte Público: Sydney e outras cidades da Austrália são bem servidas por ônibus e trens de boa qualidade. Existem diversos aplicativos para celular que mostram os horários exatos de todas as linhas. Em Sydney o valor de transporte público não é muito barato e vai terminar usando uma considerável parte do orçamento do estudante. Estudantes Internacionais não conseguem desconto vantajoso nas passagens, infelizmente. As tarifas de trem e ônibus variam de acordo com o horário utilizado é também com a distância percorrida.

 

Shopping – Na Austrália tem opções para todos os gostos e todos os bolsos. É claro que no caso do estudante estamos focando em budget, então aqui vai a dica: na Austrália existem várias lojas de roupas e objetos usados, ou semi novos. As pessoas doam quando não usam mais, e essas lojas vendem é todo seu lucro é revertido para caridade (encontrar pessoas desaparecidas por exemplo). As maiores são a Salvos é a Vinnies, que estão em todos os bairros é sempre tem ótimas opções. Assim fica mais fácil para o estudante ir às compras sem gastar tanto.

 

Lazer – a Austrália é sem dúvida um país lindo, e grande parte das atividades de lazer pode ser feita de graça! Visitar uma praia ou fazer uma trilha nas montanhas não custa nada além do transporte é oferece horas de diversão. Também existem diversos festivais e eventos oferecidos gratuitamente pelo governo que sempre estão lotados é todos podem aproveitar sem gastar um centavo!

 

O estudante tem que pagar pelo curso, pagar para renovar o visto se tiver interesse, e só tem direito a trabalhar por meio período, isso faz com que precise procurar alternativas mais econômicas em vários aspectos da vida. Na Austrália apesar do alto custo de vida [é possível se virar bem nessa condição é ainda ter uma ótima qualidade de vida!

 

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A realidade sobre “sub emprego” na Austrália

Como acontece normalmente com a maioria dos brasileiros que vão para o exterior, na Austrália não seria diferente. Seja por limitações no visto, dificuldade de fluência na língua, ou não reconhecimento da profissão no país escolhido, muitos brasileiros vão ter que recorrer a sub emprego para se sustentar por um tempo enquanto estiverem no exterior.

Esclarecimento: o termo sub emprego aqui esta sendo utilizado apenas para descrever melhor a intenção do texto, e porque é a maneira como grande numero de brasileiros no exterior nomeia empregos em certas areas de atuação.

Oficialmente o termo sub emprego se aplica apenas para empregos nao legalizados.

 

Viver o sonho do exterior pode não ser tão fácil ou simples assim. Seja qual for o motivo que leva cada pessoa a sair do seu país para viver longe de sua família em um local novo e com tantos desafios, na maioria dos casos isso requer bastante dedicação.

 

É como é essa realidade na Austrália?

 

Bem, aqui na Terra do Canguru não é diferente. Muitos brasileiros chegam sem falar um nível razoável de inglês é por isso têm que apelar para o sub emprego inicialmente. Os sub empregos mais comuns que vemos por aqui para os brazucas são: ajudante de obra, babá , garçom/ garçonete, lavador de pratos, entregador de comida (pizza, deliveroo, etc), motoristas, faxineiros(as), Traffic controller,  bartender, e uma série de outros trabalhos que não exigem muito se comunicar em inglês fluente.

 

Vários outros brasileiros optam por oferecer serviços com foco na comunidade brasileira como: fabricação de marmitas, manicure, cabeleireiro, confecção de bolos, doces e salgados, e tantos outros, tão diferentes do antigo trabalho que tinham antes de migrar ou vir para intercâmbio.

 

Mas qual o problema de ter sub emprego? Aqui vai a melhor notícia! Aqui na Australia nenhum! Para começo de conversa aqui eles nem chamam de sub emprego, são empregos normais, mas vou continuar usando o termo sub emprego nesse texto apenas para ficar mais claro. O salário mínimo aqui é de AUD 17.70 por hora, o que permite às pessoas em qualquer profissão tenham uma qualidade de vida razoável. Não só apenas os estrangeiros que recorrem ao sub emprego na Austrália, os locais também o fazem. Muitos dos australianos estão felizes com a vida simples deles é não fazem questão em ter um emprego em escritório, estão felizes com os sub empregos, trabalhos em fazendas, vinícolas, ou sendo tradies: mecânico, encanador, eletricista etc. Eles simplesmente não ligam e não julgam ninguém pela sua profissão. No Brasil temos uma visão bem diferente da deles. No meu caso por exemplo, eu fui quem colocou a maior barreira em mim mesma antes de ser garçonete ou faxineira. O preconceito e o problema estavam em mim, e não no resto das pessoas.

 

O sub emprego pode ser mais braçal do que um emprego em escritório, é claro, mas não é pior por causa disso. Vai exigir mais esforço físico, mas é tão honrável quanto qualquer outro emprego. Muitos brasileiros ganham até melhor em sub empregos aqui do que ganhavam com seus empregos no Brasil, e também mais do que muitos outros trabalhos aqui na Austrália. Minha família também demorou pra entender que eu não estava mal porque estava sendo garçonete ou faxineira, eu estava bem!

A boa notícia é que não há do que envergonhar, se você tiver que ou optar por trabalhar com sub emprego pode se orgulhar que não vai ter problema nenhum. O mais importante é que o sub emprego na Austrália te dá a condição de ter uma qualidade de vida muito boa, é vale muito a pena contanto que você esteja feliz!

 

Esse texto reflete as opiniões da autora apenas, baseado em sua própria experiência.

 

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Opções de trabalho para estudantes na Austrália

Um dos vistos mais comuns que brasileiros conseguem para vir para a Austrália é o visto de Estudante. É um visto temporário que dura aproximadamente o mesmo que o tempo do curso e, na maioria dos casos, possui limitação para trabalho. Nessa condição o estudante pode trabalhar apenas 40h por quinzena enquanto estiver em aulas, o que limita muito suas possibilidades.

Sala de aula

Quando cheguei na Australia me deparei com a dificuldade que é conseguir um emprego de meio período. Quando o saldo bancário começou a diminuir tive que me virar. Vi que era difícil conseguir emprego na área que sempre trabalhei (suprimentos) pois as empresas normalmente precisam de profissionais em tempo integral, então tive que variar. Comecei procurando vaga para assistente administrativo mas novamente não tive sorte. Depois comecei a distribuir currículo em lojas para ser vendedora, e mais uma vez nada, pois era perto da época de Natal e as lojas precisavam de pessoas para trabalhar mais de 20h por semana. Estava desesperada e pensei: restaurante brasileiro, porque nao? Então entreguei meu currículo pessoalmente ao gerente (também brasileiro) no restaurante que perguntou se eu tinha experiência. eu disse: “não, mas posso aprender”. Uma semana depois comecei como runner (so levando os pratos para as mesas, sem pegar os pedidos dos clientes) e em menos de um mês fui promovida a garçonete.

Uniforme do restaurante (e a cara de cansada da jornada)

Mas o restaurante não tinha demanda suficiente para que eu trabalhasse 20h por semana, e o dinheiro não era suficiente. Tive que apelar para o único emprego que jurei de pés juntos que nunca faria: faxineira. Me cadastrei no site da Helpling, comprei todo meu material de limpeza, e lá fui eu. Limpar casas foi traumatizante e eu chorava depois de cada trabalho, sentia pena de mim mesma e me perguntava se aquilo valia a pena. Mas quando o dinheiro caia na conta eu só queria era limpar mais casas. Depois de um tempo eu preferi as faxinas ao restaurante, pois nas faxinas não tinha chefe gritando comigo e pagava melhor.

A caminho de mais uma faxina no trem!

Bem, depois de uns 4 meses no restaurante e 2 nas faxinas eu finalmente consegui um emprego de meio período em uma empresa australiana no tão badalado centro comercial de Sydney. Fui contratada para trabalhar 20h por semana durante as aulas e 40h durante minhas férias, e claro, com salário bem melhor do que o restaurante ou as faxinas pagavam. Nesse post dou dicas pra conseguir emprego no exterior.

Contei minha experiência para ilustrar como é a real situação de um estudante na Austrália. Agora deixa eu explicar como a maioria dos brasileiros faz por aqui: dependendo do seu nível de inglês você vai ter mais ou menos chances.

  • Se você não tem um inglês muito bom vai no início provavelmente conseguir emprego com faxinas, lavando pratos em restaurantes, pegando no pesado em canteiros de obra, motorista, runners, babá, trabalhos em eventos, e outros empregos que não exigem tanto falar em inglês formalmente e que aceitam profissionais em meio período.
  • Se seu inglês é um pouco melhor você vai ter mais oportunidades e conseguir trabalhos que paguem melhor: garçom/garçonete, vendedor(a), atendente, auxiliar de escritório, vários outros e até o tão sonhado emprego na mesma área de atuação que você tinha no Brasil.
  • Muita gente inventa, se reinventa e começa a oferecer serviços a outros brasileiros e também a estrangeiros, vendem produtos que trouxeram do Brasil, dão aula de inglês particular, e por aí vai. Vale a criatividade e as opções são inúmeras. Outros se identificam com a nova área de trabalho em que estão e terminam mudando o foco de suas carreiras.

Essa condicao não é facil, é necessário muita motivação e empenho. Várias vezes vemos no facebook desabafos de brasileiros cansados dessa situação, se perguntando se realmente é isso o que querem.

Nada disso que estou falando é regra, estou só generalizando para mostrar as situação da maioria. Infelizmente as condições do visto de estudante nos limita bastante, e é frustrante não poder competir de igual para igual com outros profissionais, muitas vezes temos que aceitar salários baixos e agradecer por ter um emprego. A maior parte das empresas precisa de funcionários em tempo integral e isso nos força a ir buscar outras possibilidades que se encaixem nas condições do visto.

“Sou brasileiro e não desisto nunca” é uma frase que se aplica perfeitamente a todos nós aqui na Austrália. Todos focamos no objetivo maior que é a imigração e a recompensa que poderemos ter no futuro.

 

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10 Curiosidades sobre Sydney

Curiosidades que notei quando ainda era recém chegada, mas que confirmo mesmo já morando aqui há quase 2 anos.

1: Sydney só tem estrangeiro: exageros à parte, grande parte dos imigrantes escolhe Sydney pra viver. No centro comercial de Sydney você vai ver muito asiático, árabe, indiano, sul americano e também europeus. É uma mistura linda!

2: Os Australianos mesmo estão mais nos subúrbios, mais longe da loucura da cidade grande: Pra ver Austrália “de verdade” você precisa sair de Sydney e das cidades turísticas, ir pro interior explorar. Claro que estou generalizando aqui, né!

3: As lojas fecham cedo, tipo 17h da tarde já tá tudo fechando: exceto nas quintas feiras, elas fecham as 21h. Supermercados e lojas de departamento maiores ficam abertas até mais tarde todos os dias, e algumas são até 24h, mas não é comum.

4: As pessoas são extremamente educadas e dispostas a ajudar;

5: O sotaque australiano é difíiiiicil de entender!! Mas com o tempo você de acostuma mate.

6: As paisagens são as coisas mais lindas! as vistas de Sydney são lindas, na praia, nas baías, nos parques nacionais, e tudo lindo e não me canso de admirar.

7: Fiquei impressionada com os trens de Sydney… eles têm 2 andares (inclusive o metrô dentro da cidade).

8: Australia é caro! Tudo é caríssimo, até que você começa a trabalhar aqui e ganhar na moeda deles. Moradia é um dos itens que vai continuar caro, mesmo ganhando em dólar, nem se iluda!

9: As 4 estações do ano são bem definidas. No verão chega à 47 graus com direito a granizo, no inverno fica bem frio no oeste e até neva nas redondezas, na primareva fica tudo lindo e no outono as folhas amarelam e caem.

10: Trânsito! Não importa o destino, se for de carro ou de trem, vai demorar e vai estar cheio de gente! Sydney é lotada e haja paciência pra se deslocar!